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Empresas de comércio e serviços na Grande Vitória são destaque em investimentos

Empresas do setor terciário, que englobam atividades de prestação de serviços e de comércio, têm se destacado na contratação de crédito

Por Leulittanna Eller Inoch 

Cerca de 85% dos R$ 270 milhões em financiamentos aprovados pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), foram solicitados por micro, pequenas, médias e grandes empresas do setor. A informação é do próprio Bandes

Estratégico para a economia, o setor está diretamente relacionado ao índice do Produto Interno Bruto (PIB), além da criação de empregos e de renda. Segundo o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), as atividades desenvolvidas pelo setor representam quase 64% do PIB do Espírito Santo.

Com relação ao porte das empresas financiadas pelo Bandes nos cinco municípios que compõem a Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV), a metade das aprovações é de financiamentos para médias empresas, com 50,8%. As empresas de Cariacica têm liderado as aprovações, com R$ 71,7 milhões, ou 48% do total aprovado. Na sequência aparecem empresas de Vitória, Serra, Vila Velha, Viana e Guarapari, que são os demais municípios que compõem a RMGV.

“O setor terciário é vital para a economia da Região Metropolitana, pois responde por quase 70% do seu PIB. Por isso, a atuação do Bandes neste local e para esta atividade econômica é tão importante”, comenta o gerente de Planejamento e Processos do banco capixaba, o economista Sávio Bertochi Caçador.

A maior parte dos projetos de financiamento aprovados pelo banco capixaba teve como objetivo o capital de giro, ou seja, buscou recursos necessários para a manutenção do funcionamento das empresas. São R$ 118,8 milhões para giro nas empresas da Grande Vitória e outros R$ 29,4 milhões para modernização de empreendimentos. “Em função da situação econômica adversa de 2020, é compreensível que as empresas busquem mais crédito para giro do que para investimento. O Bandes entende que essas duas modalidades de crédito são relevantes para o desenvolvimento sustentável da economia capixaba e tem buscado expandir suas fontes de recursos para atender aos empresários”, complementa Caçador.

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Empresa interessada em investir em energia elétrica renovável vem ao Estado

A empresa CBE Energy Bioetanol Social veio ao Espírito Santo para se reunir com a vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes, e implantar um projeto de produção de Bioetanol a partir da batata doce, produzida na comunidade rural de Presidente Kenedy

Por Leulittanna Eller Inoch 

De acordo com o diretor Agrícola da empresa, Fernando Moreno, o grupo pretende utilizar o conceito de economia circular. “A cadeia produtiva abrangerá o apoio e assistência técnica para capacitação de produtores rurais dos assentamentos quilombolas, na produção da batata doce como fonte de renda adicional à agricultura familiar”, afirmou.

A escolha da comunidade de Presidente Kennedy se deu por suas condições sociais, ambientais, culturais e econômicas. “Os beneficiários do projeto serão os membros da comunidade quilombola localizada em Cacimbinha e Boa Esperança onde um modelo de negócio social, como o nosso, ajuda no resgate da cultura quilombola e também em projetos já existentes na comunidade”, explicou.

A vice-governadora elogiou o projeto. “Esperamos com projetos como esse no Espírito Santo, além do desenvolvimento econômico, o fortalecimento dos nossos agricultores e melhores oportunidades de estudo e qualificação dos nossos jovens para que, assim, eles possam ocupar cargos e espaços cada vez mais importantes na sociedade”, disse Jacqueline Moraes.

A USINA

Segundo os técnicos a produção de bioetanol é uma alternativa de menor impacto ambiental do que a gasolina e o diesel e é considerada uma energia limpa. O projeto da CBE Energy foi elaborado para ser autossustentável por meio da produção da própria energia, da reciclagem da água utilizada, e da utilização do resíduo do bagaço de batata-doce gerado como matéria-prima para produção de ração animal.

De acordo com o diretor de operações e engenharia industrial da CBE Energy, o engenheiro Marcelo Pires, a cogeração de energia será alcançada por meio da utilização do vapor envolvido no processo de produção com a utilização de energia fotovoltaica em toda a indústria.

“A usina irá processar um grande volume de batata doce, geneticamente melhorada, produzindo mais de 30 mil litros de etanol hidratado e ração para animais. A Usina nasce dentro do conceito de indústria 4.0, ou seja, toda automatizada e com uma moderna metodologia de controle de processos”, pontuou Marcelo Pires.

A proposta da CBE Energy, segundo Pires, está alinhada com a Política Estadual de Incentivo à Contratação de mão de obra de comunidades primárias, e também visa à implementação de Sistemas Agroflorestais (SAF) nas comunidades quilombolas.

A CBE Energy

Oriunda de uma startup agrícola, a Cbe Energy Bioetanol foi fundada por um grupo de empreendedores, atuantes no eixo Minas Gerais e Espírito Santo, que pesquisa um caminho social para a geração de energia elétrica em território quilombola. A escolha da empresa se deu por sua atuação em defesa da Agenda 2030 da ONU, que aponta 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para serem atingidos até 2030 cujo o compromisso foi assumido pelo Brasil.

Também Participou da reunião a CEO da CBE Energy, Luisa Medeiros, que falou sobre a importância da implementação da empresa, por meio de Parceria Público-Privadas (PPP) com o Governo do Estado, prefeituras e instituições sociais e ambientais. “Queremos promover o resgate e a preservação da cultura local, aprimorando a assistência social, agrícola e incentivando o empreendedorismo nas comunidades quilombolas capixabas”, destacou.

A comunidade

O presidente da Cooperativa Agrícola Familiar Quilombo Batalha (Cooquiba), Aloan Graça, lembrou que Cacimbinha e Boa Esperança vivem da agricultura e prestação de serviços no campo e avaliou a parceria como uma forma de garantir da autonomia da comunidade. “O que esperamos com este projeto é o fortalecimento dos nossos agricultores e melhores oportunidades de estudo e qualificação dos nossos jovens para que, assim, eles possam ocupar cargos e espaços cada vez mais importantes na sociedade”, ressaltou.

Aloan Graça também espera que o negócio social possa fazer um resgate da cultura quilombola ajudando também projetos já existentes na comunidade, a exemplo da escola de capoeira-jongo, de Kickboxing e do futebol.

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